POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAIS DAS QUEDAS NOS IDOSOS.

IDOSA

Sabe-se que as quedas são presentes durante toda fase da vida, porém nas pessoas com
faixa etária mais elevada os riscos de problemas subsequentes é bem maior, tornando então um grande problema de saúde diante de todos os impactos que podem ocasionar na vida da pessoa idosa.
O cenário da população brasileira está sendo transformado, onde a perspectiva de vida
está aumentando cada vez mais, e o envelhecimento vem fazendo parte da realidade do nosso país e do mundo. Com ele existem desafios na atenção a essas pessoas e dentre eles podemos destacar o incentivo e assistência para que elas possam viver com o máximo de qualidade e independência  possível.
De acordo com o Ministério da saúde (2007) as quedas apresentam um sério problema
para as pessoas idosas e estão associadas à elevados índices de morbimortalidade, redução da capacidade funcional e institucionalização precoce.

Atualmente, as quedas de própria altura são a principal causa de morte acidental em pessoas com idade acima de 65 anos. São muitas as consequências de quedas em idosos, já que o tombo em si não causa grandes problemas, mas sim o que ocorre em sua decorrência. Cerca de 54% das quedas em idosos são causadas por ambiente inadequado, principalmente por piso escorregadio e objetos deixados no chão.  As demais causas estão associadas à riscos intrínsecos, como consumo incorreto de medicamentos, problemas de visão, Parkinson, dores crônicas (fibromialgia, lombalgia, osteoartrite etc).

As quedas são eventos frequentes causadores de escoriações e lesões. As lesões mais comuns são as fraturas no fémur proximal (região do quadril), seguidas de fraturas nos membros superiores (ombro e punho). Estudos apontam que as fraturas do fémur tem índice de 30% de mortalidade em até 6 meses após a queda. A falta de mobilidade e  a dependência, consequências de quedas em idosos, propiciam o surgimento de outras doenças como acúmulo de secreções nos pulmões, pneumonia, distúrbios gastrointestinais, infecção do trato urinário, diminuição do fluxo sanguíneo, osteoporose, AVC e até demência. Há casos, inclusive, em que são relatadas pioras no quadro de doenças preexistentes, como Alzheimer e depressão.

O internamento em hospital é essencial para o acompanhamento e tratamento do idoso mas também pode causar problemas. Além das chances de contrair infecção hospitalar pela exposição a microorganismos, o paciente acamado pode sofrer trombose pela imobilidade. A questão das quedas traz uma importante atenção a saúde da pessoa idosa, visto que o número de vítimas é crescente em todos os aspectos, onde apesar de sua ocorrência ser comum, não é normal do envelhecimento. Sendo assim, predispõe a essa população maiores riscos em consequência das possíveis complicações que esta parcela de pessoas estão expostas a vivenciar.

Síndrome do Pós Queda

Mesmo após a recuperação das lesões causadas pela queda, é comum que o idoso sofra da Síndrome do Pós Queda e de Ptofobia, que são decorrências psicológicas do acidente.

A Ptofobia é o medo excessivo de assumir a postura de pé ou andar e está presente na Síndrome do Pós Queda mas não é exclusiva das pessoas que já caíram.

A Síndrome do Pós Queda é caracterizada por um pavor descontrolado de andar novamente, mesmo que não apresente nenhum problema de locomoção. Quem vivencia uma queda têm como conseqüência uma baixa na autoconfiança, desenvolve um sentimento de culpa, culpando a si mesmo pelo ocorrido, e quando cai novamente esse sentimento se intensifica.

Nestes casos, é comum que o indivíduo apresente alterações de marcha, equilíbrio e reduza suas atividades do cotidiano, acarretando no descondicionamento físico e maior propensão à queda, iniciando um ciclo vicioso.

Socialmente, o idoso vai deixando de frequentar locais que antes faziam parte de sua rotina, como igrejas, shoppings, parques e eventos sociais, aumentando muito as chances de desenvolver depressão.

O papel da família na reabilitação

A família deve ficar atenta para não reforçar o medo da queda. É comum que os familiares, na tentativa de proteger o idoso, acabem contribuindo para a fobia, restringindo o idoso de atividades que ele costumava praticar, o lembrando sempre da possibilidade de novas quedas e interferindo na sua autonomia. É preciso que os riscos sejam diminuídos para que novos acidentes sejam evitadas, mas deve se ter cuidado, também, em não restringir a pessoa idosa de sua vida social, impactando na qualidade de vida.

http://tecnosenior.com/consequencias-de-quedas-em-idosos/

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